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O que é Depressão, sintomas, tratamento, causas, tipos e mais

Muito se fala em depressão na sociedade atual, porém, muitas vezes, de forma errônea. Estima-se que cerca de 16% da população mundial já sofreu de depressão ao menos uma vez na vida. Os estudos sobre a doença se iniciaram em 1920 e, já na época, foi reportado que as mulheres possuem o dobro de chances do que os homens de se tornarem depressivas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020, a depressão será a segunda causa de morte mundial por doença, ficando apenas atrás das doenças cardíacas.

Os dados são assustadores e, nas atuais circunstâncias em que vivemos, precisamos falar sobre a depressão. É preciso entender que ela não é apenas uma tristeza passageira, mas sim uma doença. E, como toda doença, precisa ser diagnosticada precocemente e tratada da forma correta.

O que é depressão?

Sentir-se triste em momentos específicos da vida é normal, como após a morte de um ente querido. Porém, algumas pessoas vivenciam esse sentimento de forma muito intensa e por períodos muito longos, que podem não ser apenas dias, mas sim meses e até mesmo anos. O ponto chave da questão é: essas pessoas nem sempre tem um motivo aparente para se sentirem assim.

Fisiologicamente, a depressão é um desequilíbrio no cérebro. Mas, ao contrário de outras doenças, ela não pode ser curada apenas com medicamentos, já que ela é uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Ou seja, sua qualidade de vida, seus relacionamentos e sua maneira de enfrentar o mundo, podem ser os gatilhos para a depressão aparecer.

Quais são as causas da depressão

Não se sabe ainda exatamente quais são as causas para a depressão ser desencadeada. Porém, diversos fatores podem estar envolvidos:

Diferenças biológicas

As pessoas que sofrem de depressão possuem mudanças físicas em seus cérebros. Mesmo não sabendo a significância exata que essas diferenças tenham, elas podem ser uma das causas do aparecimento da doença.

Químicas do cérebro

O cérebro possui uma forma de química natural, causada pelos neurotransmissores. Pesquisas apontam que as alterações na função e efeito desses neurotransmissores, bem como a forma que eles interagem com os diversos neurocircuitos que compõe o cérebro, podem ter um papel significativo na depressão e no seu tratamento, já que atuam diretamente na manutenção da estabilidade do humor do pac

Hormônios

Algumas mudanças no corpo podem desequilibrar certos hormônios produzidos e, isso, pode causar ou ser o gatilho para uma depressão. Essas mudanças nos hormônios acontecem, em grande parte, com a gravidez e durante as semanas que precedem o parto. Elas podem ocorrer também a partir de um problema da tireoide, menopausa, entre outros.

Genética

A depressão é mais comum de acontecer com uma pessoa que tenha parentes que também possuem a doença. Os pesquisadores estão estudando para encontrar os genes que estão envolvidos em sua causa.

Fatores de risco

A doença pode aparecer em qualquer pessoa, de qualquer idade e classe social. Porém, alguns fatores podem influenciar diretamente no desencadeamento da depressão.

  • Alguns traços da personalidade da pessoa, como baixa autoestima, autocrítica e pessimismo;
  • Traumas ou estresses, como abuso sexual, morte, relacionamentos e situações difíceis;
  • Trauma de infância;
  • Ter parentes que já possuem um histórico de depressão, transtorno bipolaralcoolismo ou suicídio;
  • A questão de ter uma sexualidade que não é apoiada pelos parentes ou amigos;
  • Histórico de outros distúrbios da saúde mental, como transtornos de ansiedade, alimentares ou estresse pós-traumático;
  • Excesso de álcool ou drogas ilícitas;
  • Doenças crônicas, como câncerAVC ou doença cardíaca;
  • Determinados medicamentos, como alguns de hipertensão ou comprimidos para dormir.

Os tipos de depressão

Muitas pessoas desconhecem, mas a depressão pode ser dividida em vários tipos. Conheça quais são cada um deles abaixo.

Depressão maior (ou grave)

Esse tipo de depressão é menos comum do que a leve ou moderada e é caracterizada por sintomas intensos e implacáveis.

Quando não tratada, a depressão maior tem duração de cerca de 6 meses e, algumas pessoas, são atingidas por apenas um único episódio em toda sua vida.

Depressão atípica

Subtipo da depressão maior, a depressão atípica é caracterizada por um padrão de sintomas bem específico. As pessoas que sofrem desse tipo de depressão podem ter um pico de humor temporário em resposta a eventos positivos.

Outros sintomas recorrentes são o ganho de peso, sono em excesso e sensibilidade à rejeição.

Distimia (ou depressão leve)

Tipo de depressão de baixo grau, a distimia acontece de forma recorrente e a pessoa que possui essa depressão especificamente tem sintomas não tão fortes como a depressão maior, mas eles duram por muito mais tempo.

Algumas pessoas podem sofrer com episódios de depressão maior em cima da distimia, condição conhecida como depressão dupla.

Transtorno afetivo sazonal (TAS)

Conhecida também como depressão sazonal, a TAS afeta cerca de 1 a 2% da população mundial e se caracteriza pela sensação de se sentir diferente no inverno: sem esperança, triste, tenso ou estressado.

Esse tipo de depressão tem início no outono ou inverno, quando os dias se tornam mais curtos, e permanece até o início da primavera.

Sintomas da depressão

São diversos os sintomas que a depressão possui, por isso, muitas vezes, eles podem ser confundidos com os de outra doença. Dividiremos esses sintomas em dois grandes grupos: os gerais – subdivididos em categorias de acordo com pensamentos, dores físicas, etc – e em como são apresentados em cada grupo de pessoas – como mulheres e homens.

Sintomas gerais

Os sintomas gerais da depressão podem ser divididos em 4 categorias: comportamentos, sentimentos, pensamentos e físicos. É importante salientar que nem sempre o paciente apresentará todos os sintomas de uma única vez. Confira quais são os principais sintomas de quem sofre de depressão.

Comportamentos

  • Não sai mais de casa;
  • Possui maior dificuldade em realizar as coisas no trabalho e/ou na escola;
  • Afastamento da família e amigos;
  • Contato com álcool e sedativos;
  • As atividades que antes eram prazerosas deixam de ser;
  • Choro sem motivo aparente;
  • Dificuldade em se concentrar.

Sentimentos

  • Sobrecarregado;
  • Culpado;
  • Facilmente irritável;
  • Frustrado;
  • Falta de confiança;
  • Infeliz;
  • Indeciso;
  • Desapontado;
  • Miserável;
  • Triste.

Pensamentos

  • “Eu sou um fracasso”;
  • “É minha culpa”;
  • “Nada de bom acontece comigo”;
  • “Eu sou inútil”;
  • “A vida não vale a pena para se viver”;
  • “As pessoas ficarão melhor sem mim”.

Físicos

  • Cansaço na maior parte do tempo;
  • Episódios de doença e desânimo cada vez maior;
  • Dores de cabeça e musculares;
  • Problemas de intestino;
  • Problemas de sono;
  • Perda ou alteração no apetite;
  • Perda ou ganho significativo de peso.

Como os sintomas são apresentados nas pessoas

A partir desses sintomas gerais podemos dividi-los em outras 4 categorias, com base em como eles se apresentam nos diferentes grupos de pessoas: homens, mulheres, crianças/adolescentes e idosos.

Homens

  • Menor propensão em ter auto-aversão e desesperança do que as mulheres;
  • Aumento da fadiga, irritabilidade, problemas de sono e perda de interesse no trabalho/hobbies;
  • São mais propensos a apresentar raiva, agressividade e abusar de substâncias químicas.

Mulheres

  • São mais propensas a apresentar sentimentos de culpa, sono excessivo e ganho de peso;
  • 1 em cada 7 mulheres apresentam depressão pós-parto.

Crianças/adolescentes

  • A tristeza normalmente não aparece nesse grupo de pessoas, porém é fácil perceber que elas ficam mais facilmente irritadas e agitadas;
  • Dores de cabeça, estômago ou outras dores físicas podem aparecer também.

Idosos

  • As pessoas mais velhas reclamam mais sobre os sintomas físicos do que os emocionais, como a fadiga, dores e problemas de memória;
  • Elas também podem não gostar de sua aparência física e parar de tomar medicamentos que são essenciais para a sua saúde.

Como é feito o diagnóstico da depressão?

Caso você tenha identificado alguns desses sintomas citados em você mesmo, o ideal é procurar um médico o quanto antes, que pode ser um clínico geral  ou um psiquiatra. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o tratamento médico ajuda – e muito – nos casos de depressão.

O diagnóstico para a doença é realizado, basicamente, a partir de uma série de perguntas que o especialista irá fazer, tais como:
  • Se os sintomas apresentados não estão tendo melhora;
  • Se o seu humor está afetando o seu trabalho e seus relacionamentos;
  • Se você tem pensamentos suicidas ou de automutilação.

Não há exames físicos para a depressão, mas o médico pode solicitar eventuais exames de sangue e urina para ter a certeza de que você não possui outra doença que apresenta os mesmos sintomas.

Depressão tem cura? Qual é o tratamento?

A depressão pode ter cura sim. Entretanto, como suas causas ainda não estão totalmente esclarecidas, não existe apenas um, mas vários tipos de tratamentos para a depressão.

O mais indicado pelos especialistas é o uso de medicamentos em conjunto com a psicoterapia. Além desse, há ainda o tratamento realizado em hospitais, a terapia eletroconvulsiva, a estimulação magnética transcraniana e os tratamentos alternativos.

Psicoterapia

A psicoterapia é um tratamento baseado na conversa sobre a condição do paciente com um profissional da área da saúde mental. Dentre as inúmeras ajudas que a psicoterapia pode te dar estão:

  • Ajudar em uma crise ou outra dificuldade atual;
  • Identificar os comportamentos negativos da pessoa e substituí-los por outros saudáveis e positivos;
  • Explorar relacionamentos e experiências para que interações positivas com os outros sejam desenvolvidas;
  • Encontrar maneiras melhores de lidar com os problemas;
  • Identificar as questões que contribuem para sua depressão e comportamentos que piorem o estado;
  • Recuperar a satisfação e o controle da própria vida;
  • Ajudar a definir metas realistas para a sua vida;
  • Desenvolver a capacidade de tolerar e aceitar o sofrimento utilizando-se de comportamentos mais saudáveis.

Tratamento em hospitais e clínicas especializadas

Em algumas pessoas a depressão é tão forte que o tratamento precisa ser realizado em hospitais, isso porque, muitas vezes, elas não conseguem cuidar de si mesmos por conta própria. Por acharem que a vida é muito difícil, podem recorrer a saídas como o suicídio ou a automutilação.

Terapia eletroconvulsiva

Realizada sob efeito de anestesia, a terapia eletroconvulsiva é feita através de correntes elétricas que passam pelo cérebro do paciente e tem a função de oferecer alívios imediatos dos sintomas da depressão. Esse tipo de tratamento é utilizado em pessoas que não possuem melhora com os medicamentos.

Estimulação magnética transcraniana

Tipo de tratamento também realizado em pessoas que não obtiveram melhora com os medicamentos, a estimulação magnética transcraniana é realizada através de uma bobina de tratamento que é colocada contra o couro cabeludo do paciente. Essa bobina envia breves pulsos magnéticos para estimular as células nervosas do cérebro que trabalham na regulação do humor e depressão. Normalmente, esse tratamento tem duração de 6 semanas com até 5 tratamentos por semana.

Tratamentos alternativos

Os tratamentos alternativos não substituem os realizados pelos especialistas, porém podem ser de extrema ajuda caso feitos em conjunto.  Alguns exemplos desses tratamentos são os seguintes:

  • Erva de São João;
  • Ômega 3;
  • Acupuntura;
  • Técnicas de relaxamento, como ioga ou tai chi;
  • Meditação;
  • Imaginação guiada;
  • Massagem terapêutica;
  • Terapia de música ou arte;
  • Espiritualidade;
  • Exercício aeróbico;
  • Homeopatia.

Remédios mais utilizados

Em primeiro lugar, é preciso saber que nem sempre um medicamento terá o mesmo efeito em diferentes pessoas. Portanto, a ida ao médico é imprescindível, pois apenas ele poderá indicar qual é o melhor para o seu tipo de depressão.

Os medicamentos utilizados no tratamento da depressão podem ser divididos nas seguintes categorias:

  • Inibidores da recaptação da serotonina;
  • Inibidores seletivos da recaptação da serotonina-noradrenalina;
  • Inibidores da recaptação da norepinefrina-dopamina;
  • Antidepressivos atípicos;
  • Antidepressivos tricíclicos;
  • Inibidores da monoamina oxidase;
  • Outros medicamentos.

Dentre esses medicamentos, estão os seguintes:

Atenção! 

 NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas nesse site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

As complicações da Depressão

Se não tratada o quanto antes e de maneira correta, a depressão pode ocasionar sérias complicações:

 Peso em excesso, o que pode levar a doenças cardíacas e diabetes;
  • Dores e doenças físicas;
  • Abuso de álcool ou drogas;
  • Ansiedade, transtorno do pânico ou fobia social;
  • Conflitos familiares, dificuldades em relacionamentos, problemas no trabalho ou na escola;
  • Isolamento social;
  • Pensamentos suicidas, tentativas de suicídios ou suicídio;
  • Automutilação;
  • Morte prematura por outras condições médicas.

Como superar

Além do tratamento médico, é preciso que o paciente se ajude. Para isso, algumas dicas são bastante válidas para que a superação da doença possa acontecer:

  • Simplifique sua vida;
  • Não se isole;
  • Aprenda maneiras de relaxar e controlar o seu estresse;
  • Estruture seu tempo;
  • Não tome decisões importantes quando você estiver mal;
  • Mantenha-se ativo;
  • Tenha uma boa alimentação;
  • Encontre maneiras para se envolver novamente com o mundo.

Como prevenir

Por mais que não haja maneiras certeiras de se prevenir a depressão, algumas estratégias podem ser aplicadas:

  • Tome medidas para controlar o estresse;
  • Peça ajuda de seus familiares e amigos quando estiver enfrentando um período difícil;
  • Procure ajuda profissional ao primeiro sinal de depressão;
  • Considere começar um tratamento de longo prazo para ajudar na prevenção de recaídas futuras.

Muitas pessoas não sabem que sofrem de depressão por não conseguirem enxergar em si mesmos os sintomas característicos da doença. Portanto, se você conhece alguma pessoa que está tendo comportamentos típicos de alguém depressivo, converse com ele e sugira a procura médica. Quanto antes a doença for diagnosticada, melhor!

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/Depress%C3%A3o_nervosa
http://www.helpguide.org/articles/depression/depression-signs-and-symptoms.htm
https://www.beyondblue.org.au/the-facts/depression
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/depression/basics/definition/con-20032977
http://www.your.md/condition/depression

Fonte: https://minutosaudavel.com.br

 

 

 

 

Densitometria óssea para que serve?

A densitometria óssea é o exame que vai avaliar e diagnosticar casos de osteoporose ou de doenças que atingem os ossos. O exame mede a densidade mineral dos ossos – aferida com base na concentração de cálcio – e a compara com valores de referência, considerando a idade e sexo do paciente. Ele detecta a redução de massa óssea precoce e precisamente e aponta qual tipo de intervenção precisará ser feita.
Quem deve fazer o exame?
☝A densitometria óssea é indicada principalmente para casos de fatores de risco:
• ☑mulheres na menopausa;
• ☑pacientes com osteopenia;
• ☑pacientes com tireoide;
• ☑quem tem histórico familiar de fratura ou de osteoporose;
• sedentários;
• ☑fumantes;
• ☑quem tem doença reumática, doença gastrointestinal ou cálculo renal;
• ☑pacientes que fazem uso contínuo de corticóides e quem tem hiperparatireoidismo primário.
‍⚕Agende já seu exame, estamos aguardando!

Clínica Aura- Av: Dr. Renato Silva, 139-Centro

Socorro-SP

(19)3895-2241/3895-1830

DESIDROSE: O QUE É, CAUSAS E TRATAMENTOS NATURAIS

Além da coceira e da irritação, a desidrose pode resultar em formação de bolhas nas mãos e nos pés. Muito frequente em pessoas que suam demais, a desidrose tem surgimento comum em estações mais quentes, como o verão. Entenderemos que é desidrose, quais suas causas e os principais tratamentos.

O que é desidrose e suas causas

A desidrose é um problema que se abate sobre a pele, podendo ocorrer tanto nas mãos quanto nos pés. Normalmente, o paciente sente uma incômoda coceira na região. Com o passar dos dias, a região vai tomando aspecto avermelhado e então notam-se o surgimento de pequenas bolhas carregadas de líquido. Quando as bolhas desaparecem, a mão ou o pé fica com aspecto ressecado e desidratado.

As causas da desidrose não são claramente pontuadas pela medicina. Sabe-se até então que o surgimento da desidrose é muito comum em pessoas que suam bastante nas mãos e nos pés. O início das coceiras é favorecido com o calor, tão logo é recorrente que a desidrose se manifeste principalmente no verão.

As bolhas ocasionadas pela presença da desidrose podem levar até 3 semanas para secarem completamente. É comum que a coceira cesse pouco antes do total ressecamento das bolhas.

Ainda dentro das possíveis causas, acredita-se que o estresse pode ser agente desencadeador de desidrose. Seu aparecimento também é frequente em pessoas com alguns tipos de alergias, pois podem emanar como reação alérgica. Além disso, pessoas que estão com as mãos e pés constantemente molhados são mais propensas ao desenvolvimento da desidrose.

O tratamento para desidrose

O tratamento para casos de desidrose depende diretamente do aconselhamento de um médico, de preferência especialista em peles, como o dermatologista. Assim sendo, além dos medicamentos que o médico pode indicar, é possível adotar algumas medidas para tratar a desidrose em casa. Dentre os medicamentos naturais que podem ser utilizados estão:

círculo verde Aloe vera, pois possui propriedades que reduzirão a inflamação. Basta aplicar o gel de aloe vera diretamente sobre a área afetada e deixar agir por 15 minutos

círculo verde Abacate é outro poderoso remédio natural contra desidrose. Basta aplicar a polpa de ¼ de abacate sobre as mãos ou pés afetados e deixar agir por pelo menos 15 minutos

círculo verde Vinagre de maçã sobre a região irritada auxiliará no tratamento de desidrose. Basta utilizar um algodão e aplicar vinagre diretamente sobre as bolhas ou sobre a coceira. Deixe agir por 10 minutos e remova com água

círculo verde Compressa com água gelada pode ajudar a aliviar a irritação e a coceira. Pode ser feita pelo menos 3 vezes ao dia, diariamente

círculo verde Hamamélis tem poderosas propriedades venosas para a pele. Pode ser utilizada uma pomada natural desta planta ou mesmo a imersão de mãos e pés em chá de hamamélis.

Outras orientações fundamentais para se combater a desidrose são:

• Utilizar meias limpas sempre, evitando aquelas que não sejam de algodão

• Utilizar creme hidratante natural nas mãos e pés diariamente

• Caso precise utilizar luvas, dê preferência àquelas com forro de algodão

• Lave bem as mãos e os pés com sabão neutro

• Faça exercícios físicos diariamente, de preferência aeróbicos, pois melhorarão as condições do organismo, evitando variadas doenças

• Procure relaxar ou praticar ioga, pois além das condições físicas, a desidrose pode ser causada por quadros de estresse. Portanto, relaxe e cuide bem das mãos e dos pés

Orientações sobre gerais sobre a desidrose

A desidrose não costuma trazer complicações além da coceira e da formação de bolhas nos pés e nas mãos. No entanto, é importante que o profissional de saúde seja consultado assim que se notarem os primeiros sintomas para melhores indicações de tratamentos. Além disso, certifique-se de evitar umidade nas mãos e pés, além de limpá-los sempre e hidratá-los diariamente.

Fonte: https://www.greenme.com.br

Osteoporose: sintomas, tratamentos e causas

osteoporoseO que é Osteoporose?

Osteoporose é uma doença metabólica, sistêmica, que acomete os ossos. A prevalência da osteoporose, acompanhada da morbidade e mortalidade de suas fraturas, aumenta a cada ano. Como qualquer outro tecido do nosso corpo, o osso é uma estrutura viva que precisa se manter saudável, e isso acontece mediante a remodelação do osso velho em osso novo. A osteoporose ocorre quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente, ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo – em alguns casos, podem ocorrer as duas coisas. Se os ossos não estão se renovando como deveriam, ficam cada vez mais fracos e finos sujeitos a fraturas.

Quem não gosta de leite apresenta maior risco de ter osteoporose?

Não. Uma das dicas de prevenção da doença é preocupar-se com a ingestão mínima de cálcio necessário para manter os ossos saudáveis. São recomendados 1.200 mg por dia. Para quem não gosta de leite, é só recorrer a outros laticínios, como queijo.

Quem tem osteoporose não pode praticar atividade física?

Pelo contrário. Praticar exercícios físicos é essencial. Nesse caso, o ideal são exercícios como a caminhada e musculação.

Devo me preocupar com a osteoporose somente após a menopausa?

Não. Sua prevenção deve ser uma preocupação ao longo da vida. A redução do estrógeno que é o hormônio feminino acelera a reabsorção óssea, aumentando a osteoporose pós-menopausa. É importante ingerir vitamina D diariamente. Verduras e laticínios fortificados fornecem este tipo de vitamina.

A osteoporose é uma doença feminina?

Mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois têm os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa. No entanto, homens com deficiência alimentar de cálcio e vitaminas estão sujeitos à doença.

A osteoporose é hereditária?

Não significa dizer que, se o histórico familiar é favorável à osteoporose, todos vão desenvolver a doença. Mas é importante, sim, identificar se os pais são portadores de osteoporose. Em caso positivo, deve-se manter cuidado redobrado na prevenção da doença. Explicação: a vitamina D é mais eficiente na absorção do cálcio em algumas pessoas do que em outras e essa característica é hereditária. Descendentes de pessoas que têm menor capacidade de absorção do cálcio no organismo e que apresentaram osteoporose quando adultas têm maior probabilidade de apresentar a doença. Mas nada que bons hábitos alimentares e atividade física não possam mudar este quadro.

Causas

Nós temos no corpo células responsáveis pela formação óssea e outras pela reabsorção óssea. O tecido ósseo vai envelhecendo com o passar do tempo, assim como todas as outras células do nosso corpo. O tecido ósseo velho é destruído pelas células chamadas osteoclastos e criados pelas células reconstrutoras, os osteoblastos. Esse processo de destruição das células é chamado de reabsorção óssea, que fica comprometido na osteoporose, pois o corpo passa a absorver mais osso do que produzir ou então não produzir o suficiente. Alguns problemas podem interferir na formação dos ossos:

Deficiência de cálcio

cálcio é um mineral essencial à formação normal dos ossos. Durante a juventude, o corpo usa o mineral para produzir o esqueleto. Além disso, o osso é o nosso principal reservatório de cálcio, e é ele quem fornece esse nutriente para outras funções do corpo, como o funcionamento cardíaco. Quando o metabolismo do osso está em equilíbrio, ele retira e repõe o cálcio dos ossos sem comprometer essa estrutura. Esses nutrientes são obtidos por meio da alimentação, por isso, se a ingestão de cálcio não é suficiente, ou então o organismo não está conseguindo absorver esse cálcio ingerido, a produção de ossos e tecidos ósseos pode ser afetada, não havendo nutrientes suficientes para produzir o esqueleto e suprir toda a demanda de cálcio do resto do corpo. Dessa forma, a ingestão insuficiente ou a má absorção desses nutrientes pode ser uma das causas da osteoporose.

Envelhecimento e menopausa

Cerda de 80% dos pacientes com osteoporose a tem associada ao envelhecimento ou menopausa. No caso do envelhecimento, é necessário entender que os ossos crescem somente até os 20 anos, e sua densidade aumenta até os 35 anos, começando a perder-se progressivamente a partir disso. Isso quer dizer que até os 35 há um equilíbrio entre processos de reabsorção e criação dos ossos, e a partir dessa idade a perda óssea aumenta gradativamente, como parte do processo natural de envelhecimento. Caso o indivíduo não tenha criado um “estoque” de densidade óssea suficiente para suprir esse aumento gradativo da reabsorção, os ossos vão ficando mais frágeis e quebradiços, podendo levar à osteoporose.

Enquanto a mulher está em período fértil (menstruando) existe a produção acentuada do hormônio estrogênio. Quando abundante no corpo da mulher, o estrogênio retarda a reabsorção do osso, reduzindo a perda, além de ser responsável pela fixação do cálcio nos ossos, contribuindo para o fortalecimento do esqueleto. Em contrapartida, a mulher durante e após a menopausa tem uma produção muito reduzida de estrogênio, uma vez que ele não é mais necessário para o ciclo menstrual. O hipoestrogenismo irá contribuir para a perda de massa óssea mais acelerada, principalmente nos primeiros anos da pós-menopausa. Dessa forma, a menopausa pode ser um gatilho para a osteoporose.

Em homens, baixos níveis de testosterona (hipogonadismo) também podem favorecer a osteoporose, uma vez que este hormônio entra na formação do tecido ósseo.

Fatores de risco

  • Mulheres e homens orientais correm mais risco de sofrer fraturas pela osteoporose, por um problema anatômico no fêmur
  • História familiar de osteoporose
  • História prévia de fratura por trauma mínimo
  • Tabagismo
  • Baixa atividade física
  • Baixa ingestão de cálcio
  • Baixa exposição solar
  • Alcoolismo
  • Imobilização
  • Ausência de períodos menstruais (amenorreia) por longo período
  • Baixo peso corporal.

Sintomas de Osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa, que dificilmente dá qualquer tipo de sintoma e se expressa por fraturas com pouco ou nenhum trauma, mais frequentemente no punho, fêmur, colo de fêmur e coluna. Outros sintomas que podem surgir com o avanço da doença são:

  • Dor ou sensibilidade óssea
  • Diminuição de estatura com o passar do tempo
  • Dor na região lombar devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral
  • Dor no pescoço devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral
  • Postura encurvada ou cifótica.

Diagnóstico de Osteoporose

Em geral, a perda óssea ocorre gradualmente com o passar dos anos. Na maioria das vezes, a pessoa irá sofrer uma fratura antes de se dar conta da presença da osteoporose. Quando isso ocorre, a doença já se encontra em um estado avançado, e o dano é grave.

Por não apresentar sintomas em seu estado precoce, não é possível fazer um diagnóstico clínico da osteoporose. Dessa forma, o diagnóstico tanto precoce quanto após uma fratura é feito com a densitometria óssea e radiografias. Além desses, o médico pode pedir outros exames para fazer o diagnóstico de causas secundárias da osteoporose, como dosagem de creatinina e dosagem de testosterona e estrogênio.

Tratamento de Osteoporose

A osteoporose é de cura difícil, quase impossível. No entanto, pode-se fazer da primeira fratura a última, ou então evitar qualquer lesão. Se você tem uma perda óssea importante, o tratamento pode impedir o agravamento, mas não irá eliminar a doença. Os objetivos do tratamento da osteoporose são controlar a dor, retardar ou interromper a perda óssea e prevenir fraturas. A escolha do tratamento irá depender da causa da osteoporose – se por excesso de reabsorção óssea ou por criação de massa óssea deficiente – e de outras doenças associadas.

Prevenção

  • Seguir uma dieta balanceada, com as quantidades adequadas de cálcio e vitamina D
  • Evitar o consumo de álcool em excesso
  • Não fumar
  • Praticar exercícios regularmente
  • Fazer a reposição hormonal quando indicado
  • Fazer a densitometria óssea anualmente a partir dos 50 anos.

 

Dr. Alessandro do Val Vilela

CRM-95513/SP

Ortopedia e Traumatologia

 

 

 

LUZ INTENSA PULSADA.

Um tratamento eficaz no combate ao envelhecimento da pele é a luz pulsada. Ela diminui manchas, elimina vasinhos sanguíneos dilatados, melhora textura e firmeza, visa a eliminação de pelos da forma rápida, indolor e segura. O tratamento é versátil, e pode ser feito em qualquer área do corpo.

Na maioria das vezes o tratamento não requer preparo nenhum. Antes da sessão, aplica-se um gel ou outra substância que facilite o contato entre a ponteira do equipamento e a pele do paciente. Depois, encostamos a ponteira do equipamento na pele se dá um disparo onde o paciente sente uma leve queimação.

Algumas horas depois surgem casquinhas escurecidas nos pontos de manchas de pele. Nessa fase, é importante proteger a pele usando filtro solar e evitando a exposição direta ao sol. Depois de uma semana as casquinhas somem e o efeito do tratamento já se faz sentir. Quando o objetivo é eliminar vasos dilatados, a pele pode  ficar avermelhada e inchada por um ou dois dias.

Freqüência das Sessões.

São necessárias algumas sessões para se chegar ao efeito final. É comum que uma mesma pessoa se submeta de seis a dez aplicações de luz pulsada, com intervalo de três a quatro semanas entre cada, conforme a necessidade individual é possível associar outras técnicas rejuvenescedoras para obter o efeito final, como o uso de preenchedores ou toxina botulínica.

 

A LUZ PULSADA estará no dia 14 de Março, terça-feira na CLINICA AURA.

Dra. Paula de Carvalho Mourão Vieira

Oftalmologista, Plástica ocular e Medicina Estética.

CRM 122.185           

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MENOPAUSA

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Menopausa é o período fisiológico após a última menstruação espontânea da mulher. Nesse espaço de tempo estão sendo encerrados os ciclos menstruais e ovulatórios. O início da menopausa só pode ser considerado após um ano do último fluxo menstrual, uma vez que, durante esse intervalo, a mulher ainda pode, ocasionalmente, menstruar.

Esse tempo de transição que antecede a menopausa é chamado de climatério. Ele representa a passagem da fase reprodutiva da mulher para a não reprodutiva. O organismo deixa de produzir, de forma lenta e gradativa, os hormônios estrogênio e progesterona.

A menopausa é mais um estágio na vida da mulher. Nesse período ocorrem transformações no organismo feminino, que aumentam a possibilidade de aparecimento e agravamento de doenças.

Não há uma idade exata para a menopausa: ela varia de mulher para mulher. Em média, ocorre entre os 45 e 55 anos. Pode acontecer antes dessa fase, de forma espontânea ou cirúrgica – a chamada menopausa precoce. A menopausa cirúrgica ocorre após a retirada dos ovários ou do útero. Quando aparece após os 55 anos, é intitulada menopausa tardia.

SINTOMAS

Apesar de não haver uma data pré-estabelecida para o início do climatério (período de transição para a menopausa), algumas mudanças no corpo feminino indicam a chegada da menopausa. A intensidade ou a duração do fluxo menstrual modifica-se, tende a ficar mais espaçada, até parar.

Durante o climatério, é comum as mulheres sentirem outros sintomas físicos e comportamentais. Os principais sintomas da menopausa são:

  • Ausência da menstruação;
  • Ressecamento vaginal (secura);
  • Ondas de calor;
  • Suores noturnos;
  • Insônia;
  • Diminuição no desejo sexual;
  • Diminuição da atenção e memória;
  • Perda de massa óssea (osteoporose);
  • Aumento do risco cardiovascular;
  • Alterações na distribuição da gordura corporal;
  • Depressão.

Nessa fase, é ideal que a mulher faça consulta regulares com outros profissionais além do ginecologista habitual, especialmente com o cardiologista e, se necessário, o psicólogo. Devido à redução do metabolismo ocasionado pela idade, pode haver ganho de peso, aumento do nível do colesterol e, consequentemente, da Pressão Arterial. Para evitar esses sintomas, recomenda-se a visita ao cardiologista uma vez por ano, para que assim o profissional possa orientar exercícios físicos adequados. Em casos de baixa autoestima e depressão, o psicólogo é o profissional que dará o suporte necessário para a superação dessa fase repleta de desafios.

TRATAMENTOS E CUIDADOS

O método mais eficaz de tratar a menopausa é a terapia de reposição hormonal. Ela traz de volta ao organismo os hormônios estrogênio e progesterona, de modo a amenizar e/ou reverter os sintomas da menopausa, tais como ondas de calor, depressão, ressecamento vaginal, falta de libido, entre outros.

O tratamento é realizado por meio de comprimidos, adesivos ou géis que repõem o estrogênio. Os medicamentos mais recomendados são comprimidos para consumo diário, que contêm progesterona e hormônio esteroide feminino para proteger o útero.

Outro método utilizado é o uso da pílula anticoncepcional, no qual a mulher toma por três semanas e faz um intervalo de sete dias. A grande diferença entre a “pílula” e o comprimido de terapia hormonal é a concentração de hormônios, isso porque no tratamento hormonal é usado o estrogênio natural em doses mínimas, apenas o suficiente para que a mulher se sinta bem. Já a pílula possui estrogênio sintético e seu objetivo maior é evitar a gravidez.

O tratamento hormonal pode ser realizado por meio de medicamentos com progesterona e hormônio esteroide, apenas com estrogênio, ou, em alguns casos, com hormônio masculino – a testosterona. Há também os tratamentos não hormonais que procuram amenizar os sintomas sem repor os hormônios em queda. Alguns desses tratamentos usam inibidores de receptação de serotonina, clonidina, cinarizina. Ainda há tratamento sem medicação, como acupuntura, relaxamento, etc.

O tratamento para a menopausa varia de acordo com o perfil de cada paciente. É necessário primeiramente analisar as condições físicas, como a Pressão Arterial, para então escolher o tratamento adequado para cada mulher. Os primeiros resultados da reposição hormonal aparecem, geralmente, após um mês do início do tratamento.

Agende sua consulta com o ginecologista e tire suas dúvidas sobre a Menopausa

Dr. João Edevaris de Souza

Dr. Enrikson S. Galetti

Infarto Agudo do Miocárdio

A imagem pode conter: uma ou mais pessoasConhecido popularmente como ataque cardíaco, o infarto agudo o miocárdio se caracteriza pela ausência ou pela diminuição da circulação sangüínea no coração, o que priva o músculo cardíaco (miocárdio), no local acometido, de oxigênio e de nutrientes, causando lesões importantes que podem levar até a morte de suas células, conforme o tempo de duração do evento. Com isso, o funcionamento do coração, que trabalha como uma bomba mecânica, pode ser seriamente afetado.

O bloqueio ao fluxo de sangue habitualmente se deve à obstrução de uma das artérias coronárias, sobretudo em razão de um processo inflamatório associado à presença de placas de colesterol em suas paredes, a chamada aterosclerose. Na prática, o sangue fica impedido de circular tanto pelo desprendimento de um fragmento dessas placas quanto pela formação de coágulos nas artérias.

O ataque cardíaco é uma ocorrência grave, que está entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. No entanto, quanto antes a pessoa receba atendimento médico diante dos primeiros sintomas, maiores serão suas chances de sobrevida.

Causas e sintomas

O infarto tem manifestações clínicas bem específicas, como dor referida no tórax (ou peito) contínua, de forte intensidade e sensação de compressão, aperto ou queimação no peito, ardor bastante semelhante à azia, dor peitoral irradiada para a mandíbula e para os ombros e braços, mais freqüentemente do lado esquerdo do corpo, e, por vezes, palpitações prolongadas – tecnicamente chamadas de arritmias cardíacas.

A pessoa pode apresentar, ainda, suor excessivo, náuseas, vômitos, tontura e desfalecimento, assim como ansiedade e agitação. É importante lembrar que os diabéticos apresentam menos sintomas ou nada sentem ao infartar.

O ataque cardíaco resulta de uma série de agressões acumuladas ao longo dos anos, como tabagismo, obesidade, diabetes, hipertensão arterial, níveis de colesterol alto, estresse, sedentarismo, entre outros. Todas elas, isoladamente, constituem fatores de risco para o ataque cardíaco e aumentam a probabilidade de ocorrência desse evento quando presentes em conjunto na mesma pessoa – por exemplo, um fumante obeso e hipertenso, com índices de colesterol alto.

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Dr. Alan Thayme B. Vieira
Dr. Davi Paulo Peloso

 

Febre amarela, dengue, zika e chikungunya: entenda as doenças do Aedes que afetam o Brasil

Fonte: https://goo.gl/I1rtgX

Em quais regiões estão os vírus? Quais mosquitos causam os surtos nas cidades? Quais doenças têm vacina pelo SUS? G1 responde as principais perguntas sobre o assunto.

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1 – Por que o Brasil está sendo afetado por essas doenças?

Há um ambiente favorável para a reprodução dos mosquitos transmissores, tanto o Aedes aegypti, quanto os mosquitos selvagens da febre amarela, o Haemagogus ou Sabethes. “Não conseguimos controlar a população de mosquitos. É preciso descobrir uma maneira mais objetiva de combatê-los”, explica Juvêncio José Duailibi Furtado, coordenador científico da Sociedade Paulista de Infectologia.

Os médicos concordam que são vários fatores que propiciam o ambiente favorável. Para Gúbio Soares, pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o processo de “favelização” das cidades contribui para o cenário. “As pessoas não têm moradia digna, não têm rede de esgoto, não têm água encanada, e armazenam água em tonéis e baldes”, explicou.

Além disso, o clima quente e úmido das cidades brasileiras durante o verão é o preferido entre os mosquitos transmissores. E é por isso que a quantidade de casos das doenças diminui durante o inverno.

2 – Quais são as regiões mais afetadas?

Os dados do mapa se referem aos dados compilados pelo Ministério da Saúde, mas o número de casos no país é ainda maior. As secretarias de saúde dos estados de São Paulo e Minas Gerais já divulgaram dados mais atualizados sobre a doença: são 23 casos em São Paulo – 6 óbitos confirmados e outros 17 casos em investigação – e 712 casos suspeitos em Minas Gerais.

3 – Como é a transmissão das doenças?

  Entenda o ciclo de transmissão da zika, chikungunya e dengue

A zika, a chikungunya e a dengue são transmitidas pelo mosquito Aedes 

aegypti. No caso da zika, a transmissão também ocorre de mãe para filho durante a gravidez e por via sexual. A dengue e a febre amarela são passadas apenas por meio dos mosquitos. No caso da chikungunya, possíveis outras formas de transmissão ainda são investigadas.

Entenda o ciclo de transmissão da febre amarela silvestre

A febre amarela também é transmitida pelo mosquito Aedes nas cidades, mas desde 1942 não há um caso fora das zonas silvestres e de mata do Brasil. Nessas regiões, a transmissão ocorre por meio dos mosquitos dos gêneros Haemagogus ou Sabethes. A questão agora é se o vírus vai alcançar centros urbanos ou se permanecerá restrito ao campo.

4 – Quais são os sintomas?

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5 – Como se proteger?

Para evitar a proliferação dos mosquitos, é importante não deixar água parada. Para evitar as picadas, é possível colocar redes nas janelas, vestir roupas com mangas compridas nas áreas de risco e usar repelente. Isso vale para todas as doenças.

6 – Quais doenças têm vacina?

O Brasil oferece a vacina para a febre amarela pelo Sistema Único de Saúde (veja abaixo quem deve se vacinar). A vacina de zika está sendo pesquisada por laboratórios de diferentes países, mas ainda está em fase de testes. A dengue já tem uma vacina aprovada, mas vendida apenas na rede privada – o estado do Paraná foi o único a disponibilizar gratuitamente para a população.

7 – Qual doença deve ter mais casos em 2017?

A previsão é difícil de ser feita. Mas, de acordo com os especialistas e com o Ministério da Saúde, os casos de chikungunya devem crescer e os de zika devem se estabilizar.

8 – Qual o papel do macaco na transmissão da febre amarela?

A morte de macacos é o primeiro sinal de alerta de que a febre amarela voltou a circular com maior intensidade em uma região. “Em Minas Gerais, temos o vírus cirulando em nossas matas, e em algum momento há uma replicação maior. O aparecimento dos macacos infectados é um sinal disso”, explica Jandira Campos Lemos, presidente da regional de Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Segundo o biólogo Horácio Teles, do Conselho Regional de Biologia, o vírus circula naturalmente entre macacos o tempo todo. Mas, em determinados momentos, predomina uma população de macacos que já é resistente ao vírus. Em outros momentos, novas gerações de macacos que ainda não tiveram contato com o vírus tornam-se mais vulneráveis e o vírus volta a fazer vítimas nas matas.

Casos de macacos encontrados mortos são investigados no Espírito Santo, no interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.

9 – A febre amarela vai chegar às grandes cidades?

Este é o maior temor em relação à febre amarela. Para o biólogo Horácio Teles, do Conselho Regional de Biologia, o risco é muito grande. “Com o desmatamento, as pessoas estão indo para cada vez mais perto da mata. Se uma pessoa for infectada na região silvestre, for para a cidade e for picada pelo Aedes aegypti, começa o ciclo de transmissão urbana”.

No entanto, a existência de uma vacina deve impedir que a febre amarela se torne uma epidemia tão grave quanto a de dengue. “Quando os primeiros casos ocorrem em uma cidade, é possível fazer uma vacinação de bloqueio e conter a doença”, diz o infectologista Juvêncio José Duailibi Furtado, coordenador científico da Sociedade Paulista de Infectologia.

Entenda a diferença entre febre amarela selvagem e urbana, e saiba quem precisa se vacinar

10 – Quem deve se vacinar contra a febre amarela?

Até agora, o Ministério da Saúde recomenda que apenas pessoas que morem nas áreas de risco (próximas à mata e zona rural) ou que viagem para estas regiões procurem os centros de saúde para vacinação.

Em situações de emergência, a vacina pode ser administrada já a partir dos 6 meses de idade. O indicado, no entanto, é que bebês de 9 meses sejam vacinados pela primeira vez. Depois, recebam um segundo reforço aos 4 anos de idade. A vacina tem 95% de eficiência e demora cerca de 10 dias para garantir a imunização já após a primeira aplicação.

Pessoas com mais de 5 anos de idade devem se vacinar e receber a segunda dose após 10 anos. Idosos precisam ir ao médico para avaliar os riscos de receber a imunização.

Pela possibilidade de causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.